domingo, 7 de agosto de 2011

Download dos Livros "As Quatro Babilônias" e "Para Entender o Antigo Testamento"

Estão disponíveis para download dois livros que abrem horizontes sobre o Apocalipse e o Antigo Testamento. Títulos que já foram referenciados por Haroldo Dutra Dias nos seus estudos:

- Link "As Quatro Babilônias" de Marius Coeli (1939):

- "Para Entender o Antigo Testamento" de D. Estevão Bittencourt (1956):

As Quatro Babilônias

Passos Lírio

Ninguém há, afeito a compulsar o Velho e o Novo Testamentos, que desconheça as dificuldades com que nos defrontamos na interpretação das passagens de um e de outro, algumas das quais quase inapreensíveis em seu sentido intrínseco, dado o simbolismo em que se engastam.
Nem é por outra razão que, nos domínios da exegese ou bermenêutica, proliferam livros das mais variadas escolas religiosas, em que os autores, diversificados entro si, empenham-se em dar as interpretações dos textos sagrados, ansiosos de fazer valer suas opiniões sobre as dos demais, embora nem sempre sejam precisamente exatos e felizes nos conceitos expandidos.
O fato é que o entendimento e a assimilação da Verdade (melhor diríamos de parcelas da verdade) dependem menos dos que pretendem no-la ensinar do que de nossa capacidade de apreendé-la, que varia de indivíduo para indivíduo, segundo o grau de compreensão de cada um, vale dizer, da posição evolutiva em que nos encontremos.
Todavia, depois da eclosão ostensiva e generalizada da mediunidade, dentro e fora dos domínios aspiritistas - porque todos o sabem: o mediunismo não é criação nem privatividade do Espiritismo -, alguns escritores, encarnados e desencarnados, estes como agentes, aqueles como instrumentos, hão conseguido captar as revelações de parte dos segredos da soberana Esfinge e faz faze-las chegar ao conhecimento do povo, notadamente dos estudiosos, em condições plenamente satisfatórias, sem contestação possível - tal a evidência com que no-las apresentam.
Por outro lado, nenhum de nós desconhece que, dentre os livros sagrados (assim são considerados), o Apocalipse, inserto no Novo Testamento, é um dos de mais difícil interpretação, em face da variedade e variação de imagens simbólicas de que se reveste a linguagem, eminentemente figurada ou figurativa, do famoso clarividente da Ilha de Patmos, cuja visão profêtica entrou pelos séculos e milénios, alcançando mesmo, em suas incursões no tempo e no espaço, a plenitude dos nossos dias, ou seja, dos acontecimentos hodiernos. Dir-se-ia ser, por antecipação, o Albert Einstein da cronologia dos episódios históricos de múltiplas e sucessivas idades e gerações.
Mas, houve alguém, com vinculações a conhecida crença religiosa, mas insuspeito, porque isento de paixões e preconceitos, que, assistido por Espíritos Superiores, conseguiu penetrar nos meandros sinuosos da palavra profética de João Evangelista, devassando-lhe os aspectos velados do pensamento e dando-lhes configurações perfeitamente ajustadas ao alcance do nosso entendimento, ante as interpretações razoavelmente claras com que no-las mostra e demonstra.
Esse alguém, bastante imparcial, foi Marius Coeli.
E quem lhe conceitua o livro "As Quatro Babilónias", assim em termos de grandeza e profundidade, é precisamente o Dr. Luiz Olympio Guillon Ribeiro, outro notabilissimo exegeta, capaz de comentar horas seguidas um versículo evangélico, tanta era sua erudição e perspicácia, segundo dele dizia o seu sucessor na Presidéncia da Federação Espírita Brasileira, Antônio Wantuil de Freitas.
Em duas oportunidades, referiu-se ele à obra.
Na primeira, em "Reformador" de novembro de 1939, escreveu:
"Este título é o de uma obra extraordinária, única, podemos dizer, no seu gênero, publicado há mais ou menos um ano, tendo por autor Marius Coeli, pseudónimo de ilustrado engenheiro residente em S. Paulo.
Para bem lhe expressarmos a singularidade e a importância verdadeiramente excepcional, bastar-nos-ia, talvez, declarar que ainda não víramos, e certamente não existe, tão completa, clara, lógica e concludente interpretação e explicação das profecias simbólicas do "Apocalipse", como as que se nos depararam nessa obra monumental, vinda a lume no momento oportuno, porquanto a sua divulgação se dá quando próximo vem o surto avassalador do "Anticristo", ali mostrado com todas as suas características, e ao qual se seguirá de perto a segunda descida do Cristo, Senhor do mundo, a Implantar definitivamente na Terra o seu reino.
O que há, porém, de mais relevante em "As Quatro Babilônias" é que o estudo interpretativo e a análise elucidativa dos símbolos e dos números apocalípticos não são feitos unicamente pelos textos da Revelação do Vidente de Palmos, mas mediante o confronto amplo e a conjugação segura desses textos com os das principais profecias do Antigo Testamento, notadamente as de Daniel e lsaias.
É de tal modo preciso esse confronto, ião empolgante pela sua naturalidade aquela conjugação de textos e tão numerosos os considerados, que evidente se torna não ser a obra de que tratamos fruto exclusivo do engenho, do intelecto de um homem, porque nenhum fora capaz de escrever, com semelhante cunho, em pouco mais de dois anos, um trabalho como esse que, então, demandaria, pelo menos, toda uma existência, cuja maior parte se consumiria na pesquisa e anotação dos pontos escriturísticos a serem postos em paralelo com os do "Apocalipse", tomados um a um, como complementos daqueles, ou sobre eles baseados!
Temos, pois, para nós que a de que falamos é, genuinamente, uma das grandes e das admiráveis obras mediúnicas de que se mostram pródigos os tempos atuais, pela razão mesma de serem esses tempos os em que, segundo as previsões evangélicas, as faculdades medianímicas alcançariam portentoso desenvolvimento, que outra coisa não quiseram tais previsões exprimir, referindo-se à época em que os velhos teriam sonhos, visões as crianças e os mancebos profetizariam, ato.
Depois de estudar meticulosamente, nas páginas proféticas do "Apocalipse", orientado pelas narrativas simbólicas das Escrituras, a formação. o engrandecimento e a queda de três das Babilónias constantes dessa revelação, Marius Coeli faz o mesmo com relação à Quarta e última, a que aí está, patenteando aos olhos, até dos que ainda não os tenham de ver claro, a série doa acontecimentos tremendos e fulminantes que se vão daqui por diante desenrolar e que chegarão aos primeiros anos do terceiro milénio, que se assinalará pela constituição ostensiva da verdadeira Igreja Universal do Cristo. Comprovando, com surpreendente precisão, a realização exala das profecias nos séculos já decorridos desde muito antes de iniciar-se a era atual, "As Quatro Babilônias” dissipa as obscuridades do simbolismo usado no "Apocalipse", e o cenário dos formidáveis sucessos que vão desenrolar-se no palco do mundo se apresenta às vistas assombradas de quem lhe perlustra as páginas, marcando o encerramento de um dos grandes períodos da evolução humana, com o aniquilamento final da "Besta", e a abertura de uma nova fase da mesma evolução. E tudo em conformidade perfeita com as palavras, também proféticas, de Jesus, conservadas nos Evangelhos, anunciando o fim do mundo do erro e da mentira, caracterizado pela "Implantação da desolação no lugar santo", o advento do novo mundo, o do Cristianismo em espírito o verdade."
Na segunda oportunidade, em "Reformador" de janeiro de 1940, ressalta o Dr. Guillon Ribeiro o que disse, acrescentando outros tópicos, com o escopo de divulgar uma mensagem dada por Emmanuel, comprobatória dos termos da sua conceituação anteriormente expandida.
Vamos, ainda agora, às suas palavras:
"Tão surpreendente se nos antolhou a maneira racional por que o autor de "As Quatro Babilónias" conseguiu varar a obscuridade profunda do estranho e formidável simbolismo de que se serviu o Vidente de Palmos, para descrever a sua visão profética, tão ingente se nos patenteou o esforço que esse deslindamento da narrativa apocalíptica demandava, tão superior às possibilidades restritas de uma inteligência humana, ainda que das mais potentes o melhor aparelhadas, que não trepidamos em qualificar como de natureza essencialmente mediúnica o trabalho de Marius Coeli. (... )
Pois bem, digamos agora por que recordamos hoje o que expandamos há dois meses acerca da obra magistral daquele devotado irmão nosso que, chegado o momento predeterminado do Alto, soube constituir-se maleável instrumento pelo qual as vozes do céu houveram por bem tornar compreensível ao homem, ao soar a hora do cumprimento integral das profecias ali contidas, uma das partes mais notáveis das sagradas Escrituras e de cuja significação o entendimento humano ainda não pudera assenhorear-se.
É que tivemos a satisfação viva de ver confirmados, pelo grande Espírito Emmanuel, em mensagem de 2 do mês corrente, transmitida na presença de um dos nossos companheiros, o Vice - Presidente da Federação, por via do excelente médium Francisco Xavier, os conceitos que emitíramos com relação à obra de que tratamos, ao seu gênero, à sua significação e à razão de ser da sua inspiração neste instante amargurado que a humanidade está vivendo." (... )
"Meus amigos, Deus vos conceda muita paz.
Pobre servo de Jesus, não vos venho trazer a palavra de sabedoria, mas a da cooperação fraterna, em sua misericórdia, para o estudo de nossas expressões evolutivas, em caminho da espiritualidade luminosa.
Quero referir-me ao vosso desejo de nossa manifestação sobre "As Quatro Bebilônias", repositório de numerosas elucidações oriundas do Alto, isto é, do plano divino, de cujo reservatório de verdades emanou o pensamento profundo dessa obra. Não só o instrumento humano o falível contribuiu para esse evento, grande número de enviados cooperou na exposição desse trabalho sadio, dando curso às mais sublimes Inspirações. Nem mesmo um cérebro perecível poderia avançar tanto nesse caminho de concepções, tão-somente com a pobreza das possibilidades materiais. Somente o Espírito, apreendendo a luz divina, percorrendo a estrada dos acontecimentos e perquirindo a sagrada semeadura, nos tempos mais remotos, poderia realizar esse esforço, trazendo ao conhecimento humano a chave da revelação, nas suas características universalistas.
Podemos adiantar ainda que, nos planos espirituais mais próximos da Terra se organizam núcleos devotados ao bem e à verdade, sob a égide do Senhor, de maneira a preparar-se a mentalidade evangélica esperada para o milenio futuro, depois de grande ceifa em que o orbe terá de renovar os seus caracteres. É natural que esses núcleos de entidades amorosas e sábias se aproximem das coletividades que já conseguiram realizar as melhores edificações no terreno definitivo da construção espiritual. A Europa, nas suas expressões de decadência, não conseguiria receber semelhantes vibrações. Numa hora destas, em que o Velho Mundo ouve, amargurado, os mais dolorosos ais do Apocalipse.
É por essa razão que os Espíritos do bem e da sabedoria buscam a América, para continuação da tarefa sagrada e, muito particularmente, o Brasil, dentro da sua incontestável missão de difundir o Evangelho pelo mundo, de modo a edificar-se o homem do futuro nas mais consoladoras verdades celestiais.
E faz-se preciso notar que para um esforço dessa natureza o plano invisível não requisitou as forças que o servem ostensivamente; chamou ao testemunho o missionário despreocupado dos fenômenos, para a demonstração da essência dos ensinos, buscando-o nos templos de outra ordem, onde a verdade relativa se há fechado muita vez na sombra do dogmatismo, pelas imposições do sacerdócio que, em todos os tempos, eliminou as mais belas florações do profetismo.
Associamo-nos às vossas alegrias recebendo essa dádiva de confortadoras e decisivas revelações, que se destinam à demonstração da linha sagrada e universalista do progresso do mundo, sob o olhar misericordioso Daquele cujas palavras são amor e vida e jamais passarão.
Fazendo a nossa reverência espiritual aos elevados mentores que inspiraram esse esforço, desejamos-vos a paz de Deus, esperando que sua bênção de amor conforte as nossas almas o esclareça os nossos corações.

Emmanuel

Será necessário dizermos algo sobre o nome de quem subscreve esta mensagem? Mais do que quaisquer palavras nossas, falam por si mesmas as suas notáveis e maravilhosas obras, do conhecimento, hadiornamente, não só dos espiritistas brasileiros, como tembém de milhares de confrades de países de outros continentes, todas exaltando as excelências do Cristianismo e interpretando-lhe os ensinamentos, à luz da Terceira Revelação.
Emmanuel, incontestavelmente um dos maiores exegetas das letras sagradas do Mundo Maior, desvelado Nume Tutelar da Alta Espiritualidade, dispensa comentários, e não seremos nós que teremos a veleidade de fazê-los... Dizer o quê? Está dito tudo!

REFORMADOR, FEVEREIRO, 1979


Observação: Toda obra publicada entre os anos de 1916 a 1973, conforme o Código Civil do ano de 1916, nos artigos 649 a 673, cita que as obras ganharão o caráter de domínio público quando do "prazo de 60 anos, contando da morte do autor ou da morte de seus herdeiros (ascendentes, cônjuges e filhos) notadamente". Como não possuímos dados mais detalhados sobre a família e os descententes, por estes livros não estarem mais disponíveis para venda na atualidade e com finalidade da divulgação para estudo, entendemos que o download destas obras não se trata de pirataria. Há que se ter bom senso. Segundo o histórico, estes livros foram encontrados fisicamente em lojas de livros usados (sebos) e disponibilizados para apreciação geral.

Abraço a todos e bom estudo!!! ;)

4 comentários:

  1. Obrigado, eu procurava o livro "as Quatro Babilônias" há anos.

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  2. Olá Cláudio, obrigado pela visita! Vamos impressões sobre os estudos e assim aumentar cada vez mais o bom conteúdo na internet!
    Um grandioso abraço!

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  3. Amigo,
    Se dispões dos arquivos poderias, por gentileza, disponibilizar em outro local?
    Nestes links são 'impossíveis' de se conseguir baixar.
    Obrigado.

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  4. Olá amigo, fiz um teste agora e os links estão funcionando! Siga os passos do 4Shared e clique na caixa que contém os "20 Segundos", entre com uma conta e clique novamente nesta caixa, ao terminar a contagem você conseguirá baixar os livros. Aproveite! Muita paz!

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