terça-feira, 22 de maio de 2012

Em torno do Alcoolismo

Amigos, este é um tópico que diz respeito a muitas famílias no mundo. A nossa intenção aqui é fomentar considerações de como lidar com o alcoolismo e situar a problemática a partir da visão da Doutrina Espírita.

Como lidar com um Alcoólatra [1]
O álcool é uma droga que causa dependência e, com o uso excessivo por um longo período, o organismo desenvolve tolerância a altas doses.

Não existe uma causa única para o alcoolismo. Essa doença pode originar-se, por exemplo, de um problema psicológico; ou ainda ser uma válvula de escape para um trabalho particularmente estressante ou apenas surgir por causa da influência da companhia de amigos que bebem muito e podem ser dependentes do álcool.

Da mesma forma, o alcoolismo apresenta-se sob várias maneiras.
Algumas pessoas passam longos períodos sem beber uma gota sequer e, em seguida, entregam-se a prolongadas "bebedeiras", durante as quais acham impossível parar de beber. Outras dificilmente ficam bêbadas, mas passam o dia bebendo pequenas quantidades de álcool, desde a manhã até a noite.

Qualquer que seja a causa ou o padrão do alcoolismo, lembre-se: Você não pode fazer com que um alcoólico pare de beber. É ele quem tem de tomar essa decisão sozinho.
Há, no entanto, várias atitudes que podem ser tomadas para encorajar um comportamento positivo a respeito do problema e auxiliar no processo de recuperação:

O QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER
* Não comece também a beber. Maridos e mulheres de alcoólicos crônicos estão sujeitos ao estresse e à tensão adicionais de viverem com alguém que bebe e, às vezes, sucumbem à mesma doença de seus cônjuges.

* Não arrisque seu próprio bem estar físico e mental. Certifique-se de proteger a sua saúde e defenda atitudes construtivas.

* Não importune, repreenda ou se envolva em situações que provoquem raiva. Todas as abordagens hostis humilham a pessoa que bebe. Elas podem gerar violência ou causar no alcoólico a sensação de ausência de valor pessoal, para a qual a bebida já se tornou o remédio.
* Não tente barganhar com as emoções do alcoólico, numa tentativa de fazer que ele pare de beber. Não peça ao alcoólico, por exemplo, que demonstre amor por você deixando de beber, pois ele não conseguirá livrar-se do vício imediatamente, e isso aumentará a frustração dele. Da mesma forma, não ameace abandoná-lo, a menos que você pretenda realmente levar adiante tal ameaça.

* Não jogue fora as garrafas que achar escondidas pela casa. Você se arrisca a provocar violência e destruir os laços de confiança que ainda possam existir. O alcoólico encontrará maneiras de obter mais suprimentos. E, caso não consiga mais bebida, a abstinência forçada vai apenas precipitar uma crise com a qual você pode ser incapaz de lidar.
* Não tente encobrir o hábito do alcoólico, protegendo-o das consequências de seu vício. Esse erro, com frequência, se manifesta por meio do pagamento das dívidas assumidas pelo alcoólico. No caso de dívida em dinheiro, deixe que ele enfrente o problema. Ao suavizar o caminho, você age apenas como um "facilitador", encorajando indiretamente o hábito de beber.

* Não se deixe enganar por promessas lisonjeiras. Se a resolução de parar de beber é tomada, certifique-se de que ela se apóie em ações definitivas, tais como procurar o médico da família ou entrar para os Alcoólicos Anônimos.
* Não perca a esperança. No final, a maioria dos alcoólicos que resolve enfrentar o problema e aceita ajuda qualificada consegue se recuperar. Em cada três alcoólicos, um acaba recuperando-se completamente e outro pode melhorar bastante após o tratamento. Portanto, não fique de braços cruzados.

O QUE PODE SER FEITO PARA AJUDAR
* Reconheça que o alcoolismo é uma doença. Não há vantagem alguma em considerá-lo um sinal de fraqueza ou de comodismo ou em tentar fugir da realidade.

* Junte-se ao Al-Anon, uma associação para a família e os amigos dos alcoólicos. Aprenda o máximo que puder sobre a doença e frequente as reuniões com regularidade.


* Encoraje a pessoa que bebe a ingressar nos Alcoólicos Anônimos (AA) [5]. Faça a sugestão com cuidado e ofereça-se para acompanhá-la nas reuniões de abertura. A frequência não é obrigatória e a pessoa não precisa identificar-se pelo nome completo.
* Deixe material informativo, como os panfletos do AA, espalhados pela casa. O indivíduo que bebe pode aborrecer-se com preleções, mas, por outro lado, poderá ler os folhetos quando você não estiver por perto.

* Se a pessoa que bebe demonstrar interesse em parar de beber, encoraje-a a procurar o médico da família ou um religioso. Com freqüência costuma haver relutância em procurar um médico, mas maior disposição em falar com um religioso. Este poderá, então, persuadir aquele que bebe a procurar orientação médica.

* Encoraje firmemente os hobbies e as atividades que interessem àquele que bebe, contanto que o mantenham afastado do álcool. Tente evitar tudo aquilo que de alguma forma esteja ligado à bebida, como qualquer tipo de atividade que aconteça em um bar.
* Se ocorrer uma crise, por exemplo, por causa de dívidas não pagas, deixe que a pessoa que bebe enfrente o problema. Caso ela lhe peça ajuda, sugira que se comunique com os Alcoólicos Anônimos: a organização está habilitada para aconselhamento em problemas especializados.


VENENO LIVRE [2]

Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrastamentos do álcool.

Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.

Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou de suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeiras, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.

Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.

É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe.

Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:

- Que desejas levantar, agora?

- Uma vinha – respondeu o ancião, sereno.

O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.

- Sim – esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão

deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso...

- Exijo sociedade nessa lavoura! – gritou Satanás, arrogante.

Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro  maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer a adubação e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com o excremento do macaco.

À vista disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.

Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.


FORÇAS VICIADAS [3]

Caía a noite...

Após o dia quente, a multidão desfilava na via pública, evidentemente buscando o ar fresco. (...)

Dois guardas arrastavam, de restaurante barato, um homem maduro em deploráveis condições de embriaguez. (...)

O mísero esperneava e proferia palavras rudes, protestando, protestando...

Achava-se o pobre amigo abraçado por uma entidade da sombra, qual se um polvo estranho o absorvesse.

Num átimo, reparamos que a bebedeira alcançava os dois, porquanto se justapunham completamente um ao outro, exibindo as mesmas perturbações. (...)

A casa de pasto regurgitava... Muita alegria, muita gente. Transpusemos a entrada. (...)

As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal-estar. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.

Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.


VI – CONSEQUENCIAS DO PASSADO [4]

16 - E àqueles que se afeiçoam ao alcoolismo?
Emmanuel - Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecentes, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.


[2] CARTAS E CRÔNICAS, pelo espírito Irmão X e psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 18 – Veneno Livre.

[3] NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, pelo espírito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 15 – Forças Viciadas.
[4] LEIS DO AMOR, pelo espírito Emmanuel e psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – capítulo VI – Consequências do Passado.

[5]ALCOÓLICOS ANÔNIMOS DO BRASIL: http://www.alcoolicosanonimos.org.br/localizacao/

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mau Olhado e Magia Negra por Divaldo Pereira Franco

Mau Olhado e Magia Negra por Divaldo Pereira Franco

Olá amigos,
Hoje vamos divulgar uma entrevista realizada em 16.11.2008 com Divaldo Pereira Franco no programa televisivo TRANSIÇÃO, onde responde questões sobre magia negra, encruzilhadas, oferendas (velas e bebidas), mexer em trabalhos mágicos, feitiçarias (encomendar feitiços), bruxarias, trabalhos, talismãs, amuletos, pactos com o demônio, vender a alma para o diabo, rezas, benzedeiras, mau olhado, inveja, energias negativas, “entrar com pé direito”, revelação do futuro, superstições, falta de sorte, adivinhadores, crendices populares, auto-sugestão, entre outros.
Trata-se de um material muito interessante onde estes temas são abordados à luz da Doutrina dos Espíritos através da lógica do codificador Allan Kardec e dos ensinos de amor do Mestre Jesus.
Aproveitem e compartilhem com aqueles que ainda possuem dúvidas sobre o assunto. O vídeo está dividido em 04 partes:

 



Site do programa: http://programatransicao.tv.br/
Blog do canal: mundoespirita.tumblr.com

terça-feira, 8 de maio de 2012

Vídeo Palestra "The End of an Epoch" - Haroldo Dutra Dias

Vídeo Palestra "The End of an Epoch" - Haroldo Dutra Dias

Olá amigos,

Segue o vídeo da Palestra realizada por Haroldo Dutra Dias no Centro Espírita Sir William Crookes em Londres no dia 07 de Março de 2012, intitulada “The End of an Epoch”.

"Palestra em que Haroldo Dutra explica os ciclos que regem nosso mundo, nossas vidas e o Universo (In this presentation Haroldo Dutra explains the cycles ruling our world, our lives and the Universe). Para mais informacoes sobre as palestra de Haroldo no Reino Unido por favor veja no facebook do Fraternity Spiritist Society, BUSS (British Union Spiritist Societies and Sir William Crookes Spiritist Society."

 
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=B0qZe-doK38

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=Z3tcGEQpwGU&feature=relmfu

Links:
https://www.facebook.com/UK.BUSS

https://www.facebook.com/groups/201115536571338/